Perguntas Frequentes
Nesta secção são dadas respostas de forma simples às perguntas mais frequentes sobre os temas da segurança electrónica, infra-estruturas de chaves públicas, assinatura electrónica e certificação electrónica.
1. Quais os principais aspectos da "Segurança Electrónica"?
A segurança electrónica tem as suas raízes na disciplina da segurança dos sistemas informáticos. Com a evolução verificada ao longo da última década no domínio dos sistemas de computação pessoal, bem como dos sistemas distribuídos e ambientes de "networking", a segurança electrónica passou a estar fortemente interligada com a segurança das redes informáticas e de informação.
A "Segurança electrónica" engloba um conjunto variado de dimensões, que abrangem inclusive os aspectos de infra-estrutura física no acesso aos sistemas informáticos e de informação. São normalmente consideradas como características da segurança electrónica a garantia ou "confiança" dos 5 seguintes aspectos ou propriedades nos processos de transacção ou comunicação electrónica:
- Autenticidade: A garantia de que a identidade é válida de todos os intervenientes num processo de comunicação electrónica, ou de acesso a um sistema electrónico. Ou seja, de que é "autêntica" a identidade de um utilizador de determinado sistema ou rede electrónica.
- Integridade: A garantia de que um documento electrónico ou sistema electrónico não sofre ou sofreu alterações durante um processo de comunicação electrónica ou no acesso a esse mesmo objecto ou documento. Ou seja, que determinado documento electrónico ou informação mantém a sua "integridade" não sofrendo alterações.
- Confidencialidade: A garantia de que uma transacção ou comunicação electrónica é confidencial, ou seja não sofre do problema de acesso não autorizado a essa mesma transacção por parte de terceiros que não são autorizados para tal. Sendo uma informação ou documento considerado como "confidencial" o seu conteúdo só poderá ser acedido por entidade autorizadas para tal.
- Privacidade: A garantia de que a informação ou conteúdos de um dado documento ou as características de um processo ou transacção electrónicas são preservados como "privados" para quem tenha autorização para o seu acesso. Não é assim violado o aspecto "privado" da posse ou possibilidade de acesso de determinada informação.
- Não Repúdio: A garantia de que numa dada comunicação ou transacção electrónica, as partes envolvidas estejam dotadas dos meios que lhes permitam "não negar" a efectiva realização de tal transacção ou processo. Ou seja, quaisquer partes envolvidas não repudiam o facto de que em data e tempo específicos, ocorreu o acesso a determinada informação ou a comunicação ou transacção electrónica de determinado documento.
2. O que é uma PKI?
PKI é sigla utilizada para designar uma Public Key Infrastructure, que por sua vez é a designação anglo-saxónica de uma "Infra-estrutura de Chaves Públicas".
Uma "Infra-estrutura de Chaves Públicas"é um sistema formado por componentes de natureza legislativa ou jurídica, de infra-estrutura física e de equipamentos tecnológicos, bem como de normas, regulamentos e procedimentos que definem políticas e práticas de certificação, para garantia da segurança electrónica. A peculiaridade das denominadas "infra-estruturas de chaves públicas" em relação a outros sistemas de segurança, é o facto de estarem suportadas na utilização de tecnologia de criptografia assimétrica de "chaves públicas" em contraposição com a tecnologia de criptografia simétrica.
A partilha de "chaves públicas" e "chaves privadas" entre as várias entidades no sistema de certificação cria a necessária "confiança" para garantia da segurança das transacções electrónicas entre as pessoas e entidades que utilizam determinada PKI.
Existem vários modelos de organização das entidades certificadoras que compõem uma dada "Infra-estrutura de Chaves Públicas", que vão desde modelos federados de PKI, até modelos hierárquicos ou ainda de certificação cruzada. A escolha de um dado modelo de organização deve obedecer a critérios de optimização para a realidade do sistema de segurança que se pretende implementar.
3. O que é uma "Assinatura Electrónica"?
Segundo o Decreto-Lei n.º 290-D/99, de 2 de Agosto, considera-se como um "documento electrónico" um documento elaborado mediante processamento electrónico de dados;
Considera-se ainda como "Endereço electrónico" a identificação de um equipamento informático adequado para receber e arquivar documentos electrónicos.
Por sua vez considera-se como uma "assinatura electrónica" o resultado de um processamento electrónico de dados susceptível de constituir objecto de direito individual e exclusivo e de ser utilizado para dar a conhecer a autoria de um documento electrónico ao qual seja aposta, de modo que:
i. Identifique de forma unívoca o titular como autor do documento;
ii. A sua aposição ao documento dependa apenas da vontade do titular;
iii. A sua conexão com o documento permita detectar toda e qualquer alteração superveniente do conteúdo deste;
4. O que são "Assinaturas Electrónicas Avançadas"?
Segundo a Wikipedia, considera-se em criptografia como uma assinatura digital um método de autenticação de informação digital tipicamente tratada, por vezes com demasiada confiança, como análoga à assinatura física em papel. Embora existam analogias, também existem diferenças que podem ser importantes. O termo assinatura eletrônica, por vezes confundido, tem um significado diferente: refere-se a qualquer mecanismo, não necessariamente criptográfico, para identificar o remetente de uma mensagem electrónica.
Considera-se ainda como "assinatura digital" o processo de assinatura electrónica baseado em sistema criptográfico assimétrico composto de um algoritmo ou série de algoritmos, mediante o qual é gerado um par de chaves assimétricas exclusivas e interdependentes, uma das quais privada e outra pública, e que permite ao titular usar a chave privada para declarar a autoria do documento electrónico ao qual a assinatura é aposta e concordância com o seu conteúdo, e ao declaratário usar a chave pública para verificar se a assinatura foi criada mediante o uso da correspondente chave privada e se o documento electrónico foi alterado depois de aposta a assinatura.
A utilização da assinatura digital providencia a prova inegável de que uma mensagem veio do emissor. Para verificar este requisito, uma assinatura digital deve ter as seguintes propriedades:
- autenticação - o receptor deve poder confirmar a assinatura do emissor;
- integridade - a assinatura não pode ser falsificável;
- não repúdio - o emissor não pode negar a sua autenticidade;
5. O que é um "Certificado Digital"?
Considera-se como um "Certificado de assinatura" um documento electrónico autenticado com assinatura digital e que certifique a titularidade de uma chave pública e o prazo de validade da mesma chave.
6. O que é um "Certificado Digital Qualificado"?
Considera-se como um "certificado digital qualificado" um certificado digital tal como definido acima, ao qual é aposta uma assinatura electrónica qualificada, ou seja uma assinatura electrónica emitida por uma entidade certificadora credenciada.
7. O que é uma "Entidade Certificadora"?
Considera-se como "entidade certificadora" uma entidade ou pessoa singular ou colectiva credenciada que cria ou fornece meios para a criação das chaves, emite os certificados de assinatura, assegura a respectiva publicidade e presta outros serviços relativos a assinaturas digitais.
8. O que é a "Criptografia Simétrica e Assimétrica"?
Segundo a Wikipedia, designa-se por "criptografia simétrica" um sistema convencional criptográfico, geralmente referido como Sistemas de Chaves Simétricas, criptografia de chave única, ou criptografia de chave secreta, baseia-se numa única chave, usada por ambos interlocutores, e na premissa de que esta é conhecida apenas por eles. Este sistema é tanto ou mais seguro quanto o for (1) a própria chave e (2) o meio em que ela foi dada a conhecer a ambos interlocutores ? é comum a chave estar guardada num local que se "pensa" ser seguro.
Por sua vez designa-se por "criptografia assimétrica" A criptografia de chave pública ou criptografia assimétrica é um método de criptografia que utiliza um par de chaves: uma chave pública e uma chave privada. A chave pública é distribuída livremente para todos os correspondentes via e-mail ou outras formas, enquanto a chave privada deve ser conhecida apenas pelo seu dono.
Em um algoritmo de criptografia assimétrica, uma mensagem criptografada com a chave pública pode somente ser descriptografada pela sua chave privada correspondente. Do mesmo modo, uma mensagem criptografada com a chave privada pode somente ser descriptografada pela sua chave pública correspondente.
Os algoritmos de chave pública podem ser utilizados para autenticidade e confidencialidade. Para confidencialidade, a chave pública é usada para criptografar mensagens, com isso apenas o dono da chave privada pode descriptografá-la. Para autenticidade, a chave privada é usada para criptografar mensagens, como isso garante-se que apenas o dono da chave privada poderia ter criptografado a mensagem que foi descriptografada com a chave pública.
9. O que são "Chaves Públicas"?
Considera-se como "Chave pública", no contexto das tecnologias de criptografia assimétrica o elemento do par de chaves assimétricas destinado a ser divulgado, com o qual se verifica a assinatura digital aposta no documento electrónico pelo titular do par de chaves assimétricas, ou se cifra um documento electrónico a transmitir ao titular do mesmo par de chaves.
10. O que são "Chaves privadas"?
Considera-se como "Chave privada", no contexto das tecnologias de criptografia assimétrica o elemento do par de chaves assimétricas destinado a ser conhecido apenas pelo seu titular, mediante o qual se apõe a assinatura digital no documento electrónico, ou se decifra um documento electrónico previamente cifrado com a correspondente chave pública.
11. O que é um HSM?
HSM é a sigla utilizada para designar um "Hardware Security Module", para designar um dispositivo de segurança utilizado em criptografia na geração de certificados digitais com níveis de segurança elevados. A principal função de um HSM é a de gerar chaves secretas de longo prazo para protecção e segurança.
12. O que é a "Autoridade Credenciadora"?
Segundo o Decreto-Lei n.º 290-D/99, de 2 de Agosto, considera-se como Autoridade credenciadora a entidade competente para a credenciação e fiscalização das entidades certificadoras a prestarem serviços de certificação electrónica.
É considerado como "Credenciação" o acto pelo qual é reconhecido a uma entidade que o solicite e que exerça actividade de entidade certificadora o preenchimento de um conjunto de requisitos tais como:
13. O que é a "validação cronológica"?
Considera-se como "validação cronológica" a declaração de uma entidade certificadora que atesta a data e hora da criação, expedição ou recepção de um documento electrónico.